O MELHOR PARA ELES OU O TUDO, AGORA


O que vou escrever, surge como reacção a um texto que li há perto de um ano atrás. Nesse artigo, a autora, mãe de duas crianças, referia que em vários programas culturais durante uma semana, sem grandes luxos, mas também sem privações, tinha gasto o equivalente a 2 consolas de jogos, cerca de 600€.

Daí às consolas serem o ópio do povo, pobre e cansado, foi um tiro. O aumento da sua produtividade a par de salários vergonhosos faz, segunda a autora, com que lhes seja virtualmente impossível resistir, em particular nas camadas mais pobres, sem tempo nem dinheiro. Concluía por fim, que educar filhos – o verdadeiro educar filhos, em humanidade e relações reais, sem recurso a babysitters digitais – era sinal exterior de riqueza, algo apenas disponível a ricos.

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SETE DIAS SETE PRATOS · LU VALLES

Comecei por conhecer um bocadinho da Lu e da sua família pelo Rebuçado Ácido, o primeiro blogue português com um foco em moda infantil sem fru-fru. Na altura, uma verdadeira lança em África, no meio de tanta gola rendada e laçarotes. Anos largos mais tarde fui dar, via instagram, com uma talentosa fotógrafa que captava o dia-a-dia dos seus filhos tal como ele era: autêntico, sem os tais fru-frus e que ainda por cima, parecia viver em Portugal. Facto que me deixou mais curiosa, já que este estilo de fotografia de família completamente diferente do que se via por cá. Era novamente a Lu, claro.LER MAIS

NÃO VAMOS ESQUECER · PROGRESSOS


Desde o momento em que as pessoas de Covas e Vila Nova de Oliveirinha entraram na minha vida que ela mudou. Para melhor. Tenho pena de os ter conhecido no momento em que a vida deles mudou por uma razão tão triste mas tenho  um enorme sentimento de pertença com aquela terra, com aquela gente. Tenho vontade de estar sempre lá, de viver lá, de levar toda a gente para lá. De mudar a cor daquela paisagem.LER MAIS

UM ANO MÁGICO


Adoro dar presentes, é das coisas boas que o Natal me traz. Tenho um enorme prazer no dar e no receber também. Tento apontar para menos e melhor, esperando transmitir o valor cada presente, dado com intenção.

Às vezes é um bocadinho mais caro do que gostava. Às vezes é de borla e dá um trabalhão. Às vezes é de borla e é fácil fácil. O que importa é que tenha a cara de quem o vai receber e assim também se garante que quem dá recebe a dobrar.LER MAIS

SETE DIAS SETE PRATOS · OS CAVACOS


Conhecemos os Cavacos em 2011. Na altura tinha o Jacinto 4 anos e passava os dias a cantar de cor as canções do Tiago. Um dia o Francisco viu o Tiago na rua e, literalmente “seguiu-o” para lhe pedir um autógrafo para levar ao Jacinto. Conversaram muito nesse dia.

No dia seguinte o Tiago, que era na altura pastor numa igreja perto do trabalho do Francisco, apareceu para um café, mais conversa e ainda lhe ofereceu uma série de discos da “Flor Caveira“. Daí nasceram muitas conversas e uma grande amizade. Entre eles, entre nós, entre todos.LER MAIS

#VIVERDEVAGAR · OUTUBRO


@lucianevalles

Andava a empurrar com a barriga este #viverdevagar. Não sabia por onde começar a falar do Outubro que passou. Depois ocorreu-me o óbvio. Pelo principio, com o que vai cá dentro, mesmo que confuso e crú.

Passo os olhos pelas vossas fotos deste mês e vejo alegria, natureza, pausa, cores e sabores de outono. Passo os olhos pelas minhas e pergunto-me como é que Outubro cabe nelas. Como é que o meu Outubro intenso, acelerado e com muito pouco vagar, coube nestas minhas fotos silenciosas e tranquilas?

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SETE DIAS SETE PRATOS · DANIELA E HELDER


Das coisas boas que às vezes acontecem aqui é recebermos mensagens vossas, por isso ficámos felizes quando recebemos o email da Daniela a propôr partilhar a rotina da “ausência de rotina” da família dela no que toca a refeições – tomara a muitos uma “não rotina” destas! Mais feliz ainda ficámos quando recebemos os sete pratos. Não só não há nenhum que não queira experimentar, como adorei a boa energia que corre nesta familia à volta do prazer da comida e rápidamente me senti transportada um destes jantares sem relógio e bem regados.

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NÃO VAMOS ESQUECER


Desde os incêndios de Outubro que a Maria e eu, andamos a tentar perceber como podemos contribuir para apoiar as populações que sofreram com esta tragédia e prevenir outras. Pedimos-vos ajuda inclusivé, porque mais cabeças pensam melhor.

E tivemos resposta. Chegaram-nos ideias e contributos de várias formas e feitios, interessantes e válidos. A ideia era, partindo daí, fazer uma selecção e reunir iniciativas que iam desde manifestar, votar, educar, plantar, contribuir a várias outras.LER MAIS