VIVER DEVAGAR, O LIVRO


Quando a Maria me convidou para escrever o prefácio do livro que andava a preparar, perguntei ‘Quando precisas dele?’. A resposta não se fez esperar: ‘ontem’.

Para um livro que se viria a chamar ‘Viver Devagar‘, começávamos bem. Com a Maria as coisas são assim: algumas para ontem, poucas para amanhã, mas sobretudo, muitas para hoje.

Enquanto continuávamos a conversa, a Maria perguntava-se se, com aquele título, estaria a levar os leitores ao engano, acelerada como é. E eu digo-vos o que lhe disse, a ela, na altura: ‘Viver Devagar’ tem mais a ver com viver o momento de forma presente do que com velocidade.

BALI, AÍ VAMOS NÓS!



Lembram-se de vos ter falado que este ano, eu a minha filha virávamos uma década? Pois é, este é o ano em que entro nos 40 e faço 10 anos de mãe. É um ano especial a dobrar, e por isso, um ano em que quero celebrar os presentes que tenho recebido na vida – e são muitos – junto das pessoas mais importantes do mundo, os meus filhos.

Inspirada pela sabática de amigos que andam a correr a Ásia com os filhos às costas, resolvi pegar nos meus e ir ter com eles por umas semanas. Escrito assim até parece que foi coisa decidida de um dia para o outro. Não, não foi. O sonho começou a surgir em Agosto. De lá para cá foi andar a espremer dias de férias e sobretudo fazer contas à vida. Ou melhor, foi mais um acreditar (muito) que, com mais ou menos poupanças, o universo nos ia dar este presentão.

1º MERCADO DE TROCAS · UMA EXPERIÊNCIA A REPETIR


O 1º Mercado de Trocas foi uma óptima primeira experiência, tão boa que estamos já a pensar num próximo! As portas abriram às 10h00 e desde aí até ao final, tivemos sempre movimento. Foi um gosto ver as peças que chegavam nas mãos de uns, sairem nas mãos de novos donos satisfeitos. Claro que no final sobraram uns quantos sacos, mas as coisas circularam sobretudo, como desejado.

VEM AÍ O MERCADO DE TROCAS


Desde que comecei a destralhar, tenho reflectido bastante sobre o ciclo de vida do que consumimos e o impacto da forma de consumo linear corrente. Além dos filmes que já referi aqui e aqui, no último ano, tive também a oportunidade de assistir a uma conferência com a Bea Johnson do movimento Zero Waste e outra com a Benita Matofska do movimento The People Who Share, verdadeiras agentes de mudança para um consumo responsável em termos ambientais e sociais.

Assim, inspirada por estes exemplos, é com muita alegria, que venho partilhar convosco uma iniciativa que, em conjunto com a Associação de Pais da escola dos meus filhos e da qual faço parte, andava a planear há já um tempo. Trata-se do Mercado de Trocas, e tem o objectivo promover a prática da Reutilização – um dos 3 R’s das boas práticas ambientais – e a Economia Circular e de Partilha.

NA VOLTA, OFICINA CRIATIVA


Defeito de formação ou não, tenho um olho bem aberto para padrões e texturas à minha volta. Eles aparecem em folhas e troncos, paredes descascadas, sombras em lençóis amachucados. Depois vêm as tintas, as aguarelas e os marmoreados com a sua fluidez e possibilidades infinitas. Uma organicidade (isto diz-se?) que me atrai.

Sempre quis aprender esta técnica, mas era difícil encontrar onde aprender num horário compatível com quem trabalha das 9.00 às 18.00. Por isso, quando soube que a Julie vinha cá fazer um workshop de marmoreado em tecido num sábado, agarrei rapidamente no calendário para ver se tinha essa manhã livre. Para melhorar, o workshop ia acontecer no Volta, uma oficina cheia de bons pretextos para visitar e que estava para conhecer há que tempos. Cereja no topo do bolo, a minha amiga mais talentosa também se tinha inscrito. Num telefonema as crianças foram recambiadas para ir passar a noite de véspera aos tios, um programaço prometido desde o Natal, e confirmei presença.

ENCONTRA A TUA TRIBO

Janeiro foi um mês de balanços, de agradecer um ano dos bons, rico em desafios, projectos e novas amizades. Aqui no Slower, 2016 foi um ano de pôr ideias em prática, de experimentação. Gostava de ter escrito (muito) mais, mas também fiquei a saber que ter um blogue dá mais trabalho do que parece. Adorava que as revelações matinais que me ocorrem no duche – onde por sinal nunca há uma caneta e papel à mão – aparecessem aqui num estalar de dedos, mas não é assim que funciona.

RECEITA . BARRAS DE GRANOLA CASEIRAS


De cada vez que vamos às compras, a minha filha pede-me que lhe comprar barras de granola. Na verdade, ela pede muitas outras coisas, mas como por esta altura já sabe que há coisas que não entram cá em casa, atira-se mais às barras de granola porque sabe que algumas delas passam no critério do saudável. Infelizmente essas não passam tão bem é no critério do bolso, por isso, da última vez que comprámos uma, olhei com atenção para a lista de ingredientes e resolvi experimentar fazer em casa.

NATAL . 12 PASSOS PARA NÃO PERDER O NORTE


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Todos os anos, o Natal vem relembrar-nos da importância de nos darmos. Tudo a favor, mas ainda mal entrámos em Dezembro e as agendas já começam a ficar preenchidas, entre jantares, receber amigos que vêm de longe, festas escolares, concertos, visitas familiares. A isto somamos ainda os presentes que tentamos fazer ou comprar com intenção e preparar a casa para receber o Natal. É um mês exigente em termos logísticos e emocionalmente intenso.

Gostava de vos poder dizer que, além do calendário de advento que está na parede, já tenho tudo tratado: bolachas a sair do forno, postais no correio, presentes embrulhados debaixo da árvore. Longe disso. O que tenho é um conjunto de estratégias alinhadas para não perder o norte, que vou relendo volta e meia quando sinto que preciso de me reequilibrar. Partilho-as aqui convosco.

UM CALENDÁRIO DE ADVENTO SLOW


slower_advento_01Na altura do ano em que tudo parece acelerar e nos podemos sentir puxados para todos os lados, um calendário de advento pode ser a tábua de salvação para abrandar e preparar o Natal. Tal como o do ano passado, o calendário do advento cá de casa deste ano não tem chocolates, mas traz-nos momentos diários de pausa, proximidade e conexão através de actividades muito simples de encaixar nestes dias curtos. É um calendário que nos relembra o que verdadeiramente importa – a nossa família, seja ela de sangue ou coração.

(ECO) REVOLUÇÃO . O IMPORTANTE É COMEÇAR


slower_ecorevolucaoComo muitos de vocês, vi recentemente o filme “Before the Flood”. Fiquei sobretudo impressionada com a contra-informação existente nos EUA sobre o impacto que já estamos a sofrer devido à sobre-exploração dos recursos naturais e a previsível escalada deste, caso não haja uma mudança de fundo.

Do lado de cá do Atlântico, apesar de lhe reconhecerem a existência, este problema é ainda minimizado por muitos. Para algumas pessoas, a preservação da natureza é algo que concorre directamente com o progresso e a prosperidade. Como se houvesse escolha possível, como se a nossa simples existência não dependesse dela. A verdade é que, algures após a revolução industrial, o momento na história em que o mundo começou a girar mais depressa, desligámo-nos de nós mesmos e tornámo-nos arrogantes ao ponto de pensar que o planeta estava ao nosso serviço.