3 PICNICS SIMPLES, SAUDÁVEIS E ZERO DESPERDÍCIO

A pensar na praia e no desafio zero plástico deste mês, organizei uma cábula de picnics simples, saudáveis zero desperdício. Qualquer um deles pode ser feito a partir de ingredientes não processados e sem embalagem de plástico. Todos os ingredientes podem ser comprados em mercados, mercearias e casas a granel.

Como recipiente, cá em casa costumamos usar frascos de vidro, se bem que as marmitas de aluminío são capazes de ser uma melhor opção por serem inquebráveis e mais leves. Também podem ser tupperwares convencionais que tenham, desde que sejam reutilizáveis. Para embrulhar as sandwiches, costumamos enrolar os pães num guardanapo, a partir de um dos cantos, dando um nó com as pontas, à japonesa.

#VIVERDEVAGAR, UM DESAFIO


Aconteceu-me há uns dias e talvez já vos tenha acontecido a vocês também: Tive um jantar e, apesar de ter lá passado algumas horas, não estive verdadeiramente presente. Porque o telefone estava ali à mão, porque a vista pedia umas fotos, porque o corpo estava cansado e a cabeça noutro sitio.

Junho é sempre o meu mês mais esperado, com promessas de calor, festa, rua e férias da escola. Sei de antemão que chego a Julho de coração cheio, mas de gatas. Talvez tenha sido do cansaço? Ou o ter tido um dia desses, de coração cheio, que me fez estar longe quando a noite chegou?

Disseram-me: não estás cá. Sorri. E não me senti muito bem comigo. Não só não aproveitei a companhia, como também não retribuí. Talvez, na verdade, tivesse sido melhor dizer não a uma ou outra coisa, em vez de tentar ir a todas.

1 MÊS ZERO PLÁSTICO, 12 PASSOS PARA COMEÇAR


Aderir a um cabaz de verduras como o da BOA é uma forma de evitar o consumo destes, embalados.

Antes de partir para Bali, questionava-me como iríamos viajar sem consumir garrafas de água de plástico. Sabendo que o problema do plástico é algo mais crítico por aquelas bandas, queria mesmo evitá-lo. Por outro lado, tinha algum receio que a qualidade da água para encher as nossas garrafas pudesse ser mais duvidosa. Foi com surpresa que uma vez lá, percebi que a prática de “refill” estava amplamente difundida. Em toda a ilha, era normal os restaurantes e hotéis terem água disponível para esse fim e, jantássemos onde jantássemos, levávamos a nossa garrafa reutilizável de água para a mesa.

20 DIAS EM BALI


20 dias em que eles cresceram debaixo dos meus olhos, desembaraçam-se em situações improváveis, conheceram uma cultura nova e ocuparam o seu espaço por onde íamos passando. 20 dias para me desafiar, largar lastro, lavar a alma e descobrir uma cumplicidade e novo olhar sobre nós. 20 dias em que velhos amigos mataram saudades e ficaram ainda mais próximos.

Este post tardou. Não foi fácil escolher estas fotografias, até porque no primeiro dia perdi a bateria da máquina e muitas são do meu telemóvel velhinho, de outra máquina e do telemóvel dos outros, com melhor e pior qualidade. Mas aqui ficam. 20 dias, 20 fotografias. As bonitas, as porque sim e as tiradas à balda, que registam a nossa viagem.

VIVER DEVAGAR, O LIVRO


Quando a Maria me convidou para escrever o prefácio do livro que andava a preparar, perguntei ‘Quando precisas dele?’. A resposta não se fez esperar: ‘ontem’.

Para um livro que se viria a chamar ‘Viver Devagar‘, começávamos bem. Com a Maria as coisas são assim: algumas para ontem, poucas para amanhã, mas sobretudo, muitas para hoje.

Enquanto continuávamos a conversa, a Maria perguntava-se se, com aquele título, estaria a levar os leitores ao engano, acelerada como é. E eu digo-vos o que lhe disse, a ela, na altura: ‘Viver Devagar’ tem mais a ver com viver o momento de forma presente do que com velocidade.

BALI, AÍ VAMOS NÓS!



Lembram-se de vos ter falado que este ano, eu a minha filha virávamos uma década? Pois é, este é o ano em que entro nos 40 e faço 10 anos de mãe. É um ano especial a dobrar, e por isso, um ano em que quero celebrar os presentes que tenho recebido na vida – e são muitos – junto das pessoas mais importantes do mundo, os meus filhos.

Inspirada pela sabática de amigos que andam a correr a Ásia com os filhos às costas, resolvi pegar nos meus e ir ter com eles por umas semanas. Escrito assim até parece que foi coisa decidida de um dia para o outro. Não, não foi. O sonho começou a surgir em Agosto. De lá para cá foi andar a espremer dias de férias e sobretudo fazer contas à vida. Ou melhor, foi mais um acreditar (muito) que, com mais ou menos poupanças, o universo nos ia dar este presentão.

1º MERCADO DE TROCAS · UMA EXPERIÊNCIA A REPETIR


O 1º Mercado de Trocas foi uma óptima primeira experiência, tão boa que estamos já a pensar num próximo! As portas abriram às 10h00 e desde aí até ao final, tivemos sempre movimento. Foi um gosto ver as peças que chegavam nas mãos de uns, sairem nas mãos de novos donos satisfeitos. Claro que no final sobraram uns quantos sacos, mas as coisas circularam sobretudo, como desejado.

VEM AÍ O MERCADO DE TROCAS


Desde que comecei a destralhar, tenho reflectido bastante sobre o ciclo de vida do que consumimos e o impacto da forma de consumo linear corrente. Além dos filmes que já referi aqui e aqui, no último ano, tive também a oportunidade de assistir a uma conferência com a Bea Johnson do movimento Zero Waste e outra com a Benita Matofska do movimento The People Who Share, verdadeiras agentes de mudança para um consumo responsável em termos ambientais e sociais.

Assim, inspirada por estes exemplos, é com muita alegria, que venho partilhar convosco uma iniciativa que, em conjunto com a Associação de Pais da escola dos meus filhos e da qual faço parte, andava a planear há já um tempo. Trata-se do Mercado de Trocas, e tem o objectivo promover a prática da Reutilização – um dos 3 R’s das boas práticas ambientais – e a Economia Circular e de Partilha.

NA VOLTA, OFICINA CRIATIVA


Defeito de formação ou não, tenho um olho bem aberto para padrões e texturas à minha volta. Eles aparecem em folhas e troncos, paredes descascadas, sombras em lençóis amachucados. Depois vêm as tintas, as aguarelas e os marmoreados com a sua fluidez e possibilidades infinitas. Uma organicidade (isto diz-se?) que me atrai.

Sempre quis aprender esta técnica, mas era difícil encontrar onde aprender num horário compatível com quem trabalha das 9.00 às 18.00. Por isso, quando soube que a Julie vinha cá fazer um workshop de marmoreado em tecido num sábado, agarrei rapidamente no calendário para ver se tinha essa manhã livre. Para melhorar, o workshop ia acontecer no Volta, uma oficina cheia de bons pretextos para visitar e que estava para conhecer há que tempos. Cereja no topo do bolo, a minha amiga mais talentosa também se tinha inscrito. Num telefonema as crianças foram recambiadas para ir passar a noite de véspera aos tios, um programaço prometido desde o Natal, e confirmei presença.

ENCONTRA A TUA TRIBO

Janeiro foi um mês de balanços, de agradecer um ano dos bons, rico em desafios, projectos e novas amizades. Aqui no Slower, 2016 foi um ano de pôr ideias em prática, de experimentação. Gostava de ter escrito (muito) mais, mas também fiquei a saber que ter um blogue dá mais trabalho do que parece. Adorava que as revelações matinais que me ocorrem no duche – onde por sinal nunca há uma caneta e papel à mão – aparecessem aqui num estalar de dedos, mas não é assim que funciona.