LIMPEZA DE PRAIA COM A BRIGADA DO MAR

slower_limpeza_praia_1Depois da boa experiência de voluntariado na serra em setembro passado, fiquei a pensar quando a poderíamos repetir. Fazê-lo ao ar livre e pela protecção da natureza foi fundamental para ganhar a adesão das crianças mas, pensei que, quando chegasse a altura, também seria bom aproveitar o bom tempo e variar o cenário participando numa limpeza de praia.

Com uma rápida pesquisa online encontrei a Brigada do Mar e fiquei a saber que iam promover uma acção limpeza de praias durante 15 dias, a partir do Parque de Campismo da Galé e abrangendo 45 km de faixa costeira.

Era o perfeito dois em um e agarrámos a oportunidade, juntando a limpeza de praia ao fim-de-semana de campismo há tanto prometido.

ACAMPAR A TRÊS

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Acampar em família é o sonho de férias para muitas crianças e eu não fui diferente. Sonhava com a  aventura e dias sem outra coisa para fazer, senão o estarmos juntos no meio do nada e explorar o que houvesse a explorar. A vontade de acampar trazia consigo, sei agora, o desejo de reforçar o sentido de pertença entre nós e estende-lo ao mundo em redor.

Os adultos lá de casa não eram, no entanto, grandes amantes do ar livre (não se pode ter tudo) e a experiência não se proporcionou. Vim a acampar pela primeira vez já adolescente, em campos de férias, e alguns anos mais tarde, num registo já mais independente, foi dessa forma que descobri a costa vicentina e algarvia. Durante muitos verões, a tenda era montada por uns dias em praias quase desertas e acordar na praia é das boas recordações que guardo.

DESTRALHAR . 1º MÊS


Slower . Desafio Destralhar

Passou o 1º mês do Desafio Destralhar e a mudança já se começa a sentir, física e mentalmente. O balanço destas primeiras semanas tem sido muito positivo e está-me a dar tanto gozo olhar em volta, tirar estas fotografias e ver como tudo está mais arejado e bonito, que estou cheia de vontade de avançar para as próximas etapas. Tem sido um processo mais simples do que esperava, muito graças a esta cábula, ferramenta sem a qual estaria perdida.

SEMANA 1 . ROUPA
Afinal a etapa da roupa foi bem mais fácil do que imaginava. Ao espalhar no chão tudo o que tinha nos armários e gavetas tornou-se muito clara a distinção entre a roupa que queria guardar e a roupa que já não pertencia ali. Boa parte já não era usada há muito tempo e não me trazia alegria nenhuma. Coisas que já não fazem sentido, pois fizeram parte de uma situação passada, em que a vida era diferente.
Ficaram 3 gavetas e 1/3 de armário livres, além das outras gavetas estarem bem mais folgadas e de já não ter roupa pousada no fundo do armário.

AMACIADOR DE ROUPA . ALTERNATIVAS SEGURAS E ECOLÓGICAS


slower_amaciador_01No nosso dia-a-dia somos bombardeados com químicos tóxicos, presentes em produtos que de amigos do ambiente não têm nada. Esses mesmos químicos, lemos por essa internet fora, podem-nos causar irritações, alergias, doenças e até mesmo distúrbios hormonais. Claro que encontramos também artigos que nos asseguram que não está provada a relação entre causa e efeito ou que estes estão presentes numa quantidade inofensiva. No entanto, na dúvida, se puder, evito-os, como já falei aqui.

É que a somar a isto, alguns destes produtos não são tão essenciais assim ou podem ser substituídos por alternativas caseiras mais acessíveis e seguras. Um bom exemplo disto, é o amaciador de roupa.

3 DIAS


… de fim-de-semana dão para muita coisa!

Fazer novos amigos.
Fugir de uma manada de novos amigos.
Chafurdar na lama (no melhor sentido da coisa).
Apanhar esta hora do lusco fusco.
Acordar com esta luz.
Nadar na piscina mais comprida.
Seguir o rasto de raposas, armados até aos dentes.
Cheirar e ver a esteva em flor de novo.
Observar o macro…
… e o micro cosmos.
Conquistar a praia para mais um verão.

 

 

O CICLO DE VIDA DA NOSSA ROUPA


o ciclo de vida da nossa roupaQuem se iniciou na última semana no desafio destralhar, por esta altura já se começou a perguntar o que é que vai fazer aos sacos de roupa excedente que juntou.

Enquanto isso, esta semana o Fashion Revolution, um movimento que surgiu na sequência do desastre do Rana Plaza que causou 1.134 mortos no colapso de uma fábrica têxtil no Bangladesh em 24 de Abril de 2013, marca esta data com a Fashion Revolution Week, com o objectivo de consciencializar o mundo sobre a exploração nesta industria e apelando à sua transparência, com a pergunta #whomademyclothes.

Por estas duas razões, esta semana falo-vos aqui sobre o ciclo de vida da nossa roupa: de onde vem e para onde vai.

DESAFIO DESTRALHAR


slower_desafiodestralharDepois do desafio proposto a mim mesma e de um começo menos radioso, voltei a ler novamente sobre o tema e procurei pela internet uma lista com as categorias que me pudesse ajudar a seguir a ordem das coisas. Encontrei algumas, mas rapidamente senti necessidade de adaptar o que encontrei em inglês, à nossa língua e a uma realidade mais portuguesa.

À medida que a fui reescrevendo, o desafio foi desenvolvendo outra forma, até que me entusiasmei e senti que fazia sentido não só partilhá-lo aqui, como também desafiar-vos a fazerem-me companhia, participando.

MÃE-EQUILIBRISTA


IMG_0693De tempos a tempo foge-me um bocado de chão e lá parto em busca do equilíbrio novamente. São alturas em que me observo à distância e faço por juntar os pontos. Desde que sou mãe, essa busca passou ser ainda mais desafiante e a jogar com novos elementos, somando o malabarismo ao trapézio.

À custa da maternidade tenho crescido muito e também descoberto novas facetas, algumas descritas no maravilhoso livro “Pê de Pai” e das quais me apropriei. Se num momento sou mãe-trovão, logo a seguir sou mãe-motor, mãe-boia, mãe-colchão, mãe-esconderijo, mãe-despertador, etc. No entanto, há alturas em que sou mais vezes do que gostava, a mãe-esfregão, a mãe-apanha-do-chão, a mãe-vassoura, a mãe-cabide, a mãe-faz-a-cama. E digo mais do que gostava, para que, a mãe-yoga, a mãe-bebe-minis, a mãe-lê-um-livro e a mãe-silêncio (sem as quais a mãe-mentalmente-sã desapareceria para parte incerta causando danos imprevisíveis às crias) possam aparecer mais vezes. Mas, sobretudo, para que possam surgir os filhos-atentos, os filhos-participativos, os filhos-desembaraçados, os filhos-crescidos. Em suma, os filhos que crescem sabendo que têm todo o amor dos pais mas que não ocupam todo o seu mundo. Filhos-nem-totós-nem-tiranos.

DESTRALHAR · PAPELADA


slower_papelada1Quando terminei, a primeira etapa do destralhar a que me propus – os papeis – fui rever o manual de instruções, dei-me conta que comecei metendo os pés pelas mãos.

Pois é, não correu tão bem como podia, se tivesse estudado bem a lição. As instruções eram começar pela categoria mais fácil e terminar na mais difícil, quando já estamos quase em modo profissional. Primeiro roupa, seguido de papeis, diversos (aqui cabe quase tudo, de amostras de maquilhagem a ferramentas) e terminar nos objectos sentimentais.

Mas eu saltei a primeira etapa. Achei que começar pelos armários e gavetas, seria começar por um tema difícil, para mim. Que iria navegar semanas num mar roupa e que corria o risco de me afogar na primeira vaga. Não tanto pela roupa a uso ou roupa de casa, mas pela roupa de bebé guardada, pela parte que me coube de bordados das avós e lençóis antigos, e finalmente os panos e tecidos que vou coleccionando para projectos de costura. Na verdade, agora que penso nisso, esta roupa guardada tem um forte lado sentimental, logo deveria ter sido abordada em último lugar. Falhou-me isso mesmo, o identificar os objectos sentimentais nas diversas categorias.