ENCONTRA A TUA TRIBO

Janeiro foi um mês de balanços, de agradecer um ano dos bons, rico em desafios, projectos e novas amizades. Aqui no Slower, 2016 foi um ano de pôr ideias em prática, de experimentação. Gostava de ter escrito (muito) mais, mas também fiquei a saber que ter um blogue dá mais trabalho do que parece. Adorava que as revelações matinais que me ocorrem no duche – onde por sinal nunca há uma caneta e papel à mão – aparecessem aqui num estalar de dedos, mas não é assim que funciona.

RECEITA . BARRAS DE GRANOLA CASEIRAS


De cada vez que vamos às compras, a minha filha pede-me que lhe comprar barras de granola. Na verdade, ela pede muitas outras coisas, mas como por esta altura já sabe que há coisas que não entram cá em casa, atira-se mais às barras de granola porque sabe que algumas delas passam no critério do saudável. Infelizmente essas não passam tão bem é no critério do bolso, por isso, da última vez que comprámos uma, olhei com atenção para a lista de ingredientes e resolvi experimentar fazer em casa.

NATAL . 12 PASSOS PARA NÃO PERDER O NORTE


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Todos os anos, o Natal vem relembrar-nos da importância de nos darmos. Tudo a favor, mas ainda mal entrámos em Dezembro e as agendas já começam a ficar preenchidas, entre jantares, receber amigos que vêm de longe, festas escolares, concertos, visitas familiares. A isto somamos ainda os presentes que tentamos fazer ou comprar com intenção e preparar a casa para receber o Natal. É um mês exigente em termos logísticos e emocionalmente intenso.

Gostava de vos poder dizer que, além do calendário de advento que está na parede, já tenho tudo tratado: bolachas a sair do forno, postais no correio, presentes embrulhados debaixo da árvore. Longe disso. O que tenho é um conjunto de estratégias alinhadas para não perder o norte, que vou relendo volta e meia quando sinto que preciso de me reequilibrar. Partilho-as aqui convosco.

UM CALENDÁRIO DE ADVENTO SLOW


slower_advento_01Na altura do ano em que tudo parece acelerar e nos podemos sentir puxados para todos os lados, um calendário de advento pode ser a tábua de salvação para abrandar e preparar o Natal. Tal como o do ano passado, o calendário do advento cá de casa deste ano não tem chocolates, mas traz-nos momentos diários de pausa, proximidade e conexão através de actividades muito simples de encaixar nestes dias curtos. É um calendário que nos relembra o que verdadeiramente importa – a nossa família, seja ela de sangue ou coração.

(ECO) REVOLUÇÃO . O IMPORTANTE É COMEÇAR


slower_ecorevolucaoComo muitos de vocês, vi recentemente o filme “Before the Flood”. Fiquei sobretudo impressionada com a contra-informação existente nos EUA sobre o impacto que já estamos a sofrer devido à sobre-exploração dos recursos naturais e a previsível escalada deste, caso não haja uma mudança de fundo.

Do lado de cá do Atlântico, apesar de lhe reconhecerem a existência, este problema é ainda minimizado por muitos. Para algumas pessoas, a preservação da natureza é algo que concorre directamente com o progresso e a prosperidade. Como se houvesse escolha possível, como se a nossa simples existência não dependesse dela. A verdade é que, algures após a revolução industrial, o momento na história em que o mundo começou a girar mais depressa, desligámo-nos de nós mesmos e tornámo-nos arrogantes ao ponto de pensar que o planeta estava ao nosso serviço.

ESTRATÉGIAS PARA UM ANO SLOW


slower_um_ano_slow_01As minhas férias são férteis em sonhos, novos planos e costumo regressar à vida cheia de energia, pronta para arregaçar as mangas. Até há pouco tempo atrás, isto significava lançar-me em várias direcções logo em Setembro: check-ups disto e cursos daquilo, reparações em casa, projectos para a escola dos miúdos, costura, etc. Um pouco como entrar na maratona que é o ano lectivo – verdadeiro início do ano para muitos – em modo sprint… O que geralmente significava chegar ao Natal a lamber o chão.

AMANHÃ . UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA


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Tinha na manga um outro post para esta semana, mas uma ida ao cinema no fim-de-semana passado veio alterar esses planos.

Todas as semanas nos chegam notícias e números esmagadores que nos fazem temer pelo mundo que vamos deixar à geração seguinte. Muitas dessas notícias são sacudidas, não apenas por serem incómodas, mas porque essa nos parece uma realidade distante, perante coisas, por vezes menos relevantes mas mais urgentes que temos que resolver todos os dias.

É comum que, mesmo sensibilizados para esse tema, nos possamos sentir esmagados e impotentes. No entanto, é urgente reconhecer que a forma como vivemos afecta o mundo à nossa volta e agir tirando partido das ferramentas que temos.

Foi o que fizeram Cyril Dion e Mélanie Laurent, depois de lerem um estudo que anunciava o possível desaparecimento da espécie humana até 2100. Com uma equipa de quatro pessoas, fizeram-se à estrada em busca de projectos e pessoas que, um pouco por todo o mundo, estão a fazer a diferença. Pelo caminho conheceram pioneiros que estão reinventar a agricultura, a energia, e economia, a democracia e a educação. O resultado é o filme “Amanhã”, um documentário tão positivo quanto obrigatório.

VERÃO . PARTE II


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Chegámos com uma onda de calor abrasador e passámos os primeiros dias aqui, praticamente submersos (água a 25º, algo nunca visto) e sem fazer nenhum, como se quer.

Foram dias para, sobretudo, aterrar, para respirar este ar com os pés bem firmes na terra, com almoços pela tarde fora, idas à aldeia, para apanhar amoras com os miúdos e fazer compotas para o outono, tudo intercalado com muitos mergulhos de piscina. O calor foi tanto nestes dias, que só mais pelo lusco fusco é que nos atrevemos a sair para ir à Feira, também conhecido como o segundo programa mais esperado do verão (o primeiro são os escorregas mais a sul).

VERÃO . PARTE I


Passeios em silêncio

Só domingo passado demos por terminadas as férias. Tivemos duas semanas no final de julho e guardei uma de despedida para setembro. É por isso que só agora, em véspera do início das aulas, começo a olhar, já em nostalgia pelos dias compridos e noites quentes, para as fotografias que contam a história do nosso verão.

Estivemos pelo sul, norte, oeste e também pelo de centro. Houve praia e campo. Houve festa e romaria, dança, carroceis, farturas e gincanas. Mergulhos de mar, piscina, barragem, rio. Noites dormidas em caravana e na tenda. Passeios a pé, de carro, comboio e barco. Novos lugares e experiências e também o regresso a rituais e sítios onde nos sentimos em casa. Família e amigos que nos acompanharam em aventuras e nos abriram as suas portas. E muito mais. Deixo a primeira parte em imagens que valem mais que palavras.