NOVO ANO, NOVO PLANO


Slower_2016
E assim, depois das festas de Dezembro, começa novo ano, nova estação e novo mês de dias maiores. Na verdade, o meu “novo ano” começa em Setembro mas, depois do ritmo acelerado destes dias, a pausa que lhes segue serve sempre para olhar para os últimos meses e fazer os reajustes necessários.

É certo que as crianças ainda não têm idade para votar, mas durante este processo fiz também uma auscultação à população, envolvendo-as pela primeira vez, em discurso directo, nos planos do próximo ano.

Passado uns dias de terem escrito a sua carta ao Pai Natal (a tal que, apesar dos meus esforços, se parece sempre mais com uma lista de compras) aproveitei uma manhã de ronha para, de bloquinho na mão, tomar nota dos outros desejos deles. Aqueles que não têm preço nem estão nas prateleiras.

Houve ali um momento em que temi o pior, imaginei uma série de carências, revelações e algumas acusações (é lixado, damos sangue e suor, mas de vez em quando ainda espreita, implacável, a culpa de mãe). Mas não. Até bati um bocado nessa tecla, mas aparentemente passei no teste com distinção. Afinal a vida deles já não gira à minha volta e há temas muito mais importantes como ser o melhor jogador de futebol do mundo, ter mais tempo para brincar, ter menos trabalhos de casa ou saúde para toda a família.

Foi uma conversa curta mas boa, de proximidade entre os três, com cambalhotas e bastante parvoíce à mistura, em que abrimos espaço para todos falarmos das nossas relações, com a escola, amigos, trabalho, família, com o mundo. Todos olhámos para todos com olhos de ver e todos nos sentimos vistos.

Tomei consciência (e relembrei em alguns casos) das questões onde é preciso limar arestas, onde é preciso um empurrão, onde é preciso colo.

Mas, sobretudo, tomámos todos consciência dos sonhos de cada um – o que é o primeiro passo para nos apoiarmos uns ao outros – e quais destes fazem sentido para todos, como objectivo familiar.

E claro, foi uma daquelas situações em que dou por mim a olhar para eles com alguma distância e em que me cai o queixo de “tão crescidos que estão, estes dois”. Feliz de ser mãe deste carapau e desta sardinha, de vê-los crescer fortes e cada vez mais livres da barra da minha saia, curiosos com o mundo.

Venha daí um ano de aventuras, alegrias e crescimento para todos!

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