COISAS BOAS DE DEZEMBRO


Ouvir a A. em palco neste concerto.
Ouvir a A. em palco neste concerto.

Se fazemos bolachas em casa, deitamo-nos tarde. Se vamos ao um concerto de natal, falta fruta para o farnel do dia seguinte. Se tenho mais tempo com as crianças, não me organizo para fazer os presentes de Natal. Se saio para jantar com amigos, não há leite para o pequeno-almoço. Sim, em Dezembro o lençol é mesmo mais curto: quando tapa a cabeça, destapa os pés. 

Mas está tudo bem. À medida que o tempo passa, vou deixando de me sentir obrigada a ir a todas. Faço o que é possível, deixo cair actividades (haverão outros natais) e recusamos alguns convites. Cansada, mas sem culpas; tratando-me bem, também a mim, nesta quadra.

O grande truque para estar à altura dos desafios extraordinários deste mês é colecionar mentalmente as coisas boas que este traz e tê-las sempre à mão, para aqueles momentos em que tenho 3 bolas no ar. Aqui ficam algumas das coisas boas deste Dezembro:

Celebrar o Solstício de Inverno.
Celebrar o Solstício de Inverno.
Juntar a canalha para mais um natal canibal e matar saudades dos emigrantes.
Juntar a canalha para mais um natal canibal e matar saudades dos emigrantes.
Visitar a família mais a norte.
Visitar a família mais a norte.
Regressar a este jardim.
Regressar a este jardim.
Comprar figuras do presépio na drogaria do bairro.
Comprar figuras do presépio na drogaria do bairro.
Receber presentes inesperados.
Receber presentes inesperados.

É-me especialmente útil recordá-las quando realizo que há 2 dias que o V. se escapa ao duche e que tem unhas que envergonham um urso. Ou quando preciso de energia extra para conseguir dar resposta a todos os surtos criativos da A. Ou para aquele momento em que percebo que apanhei piolhos dos miúdos.

Boas Festas e Feliz Natal!

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.
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