NÃO VAMOS ESQUECER


Desde os incêndios de Outubro que a Maria e eu, andamos a tentar perceber como podemos contribuir para apoiar as populações que sofreram com esta tragédia e prevenir outras. Pedimos-vos ajuda inclusivé, porque mais cabeças pensam melhor.

E tivemos resposta. Chegaram-nos ideias e contributos de várias formas e feitios, interessantes e válidos. A ideia era, partindo daí, fazer uma selecção e reunir iniciativas que iam desde manifestar, votar, educar, plantar, contribuir a várias outras.LER MAIS

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.

VIVER DEVAGAR, O LIVRO


Quando a Maria me convidou para escrever o prefácio do livro que andava a preparar, perguntei ‘Quando precisas dele?’. A resposta não se fez esperar: ‘ontem’.

Para um livro que se viria a chamar ‘Viver Devagar‘, começávamos bem. Com a Maria as coisas são assim: algumas para ontem, poucas para amanhã, mas sobretudo, muitas para hoje.

Enquanto continuávamos a conversa, a Maria perguntava-se se, com aquele título, estaria a levar os leitores ao engano, acelerada como é. E eu digo-vos o que lhe disse, a ela, na altura: ‘Viver Devagar’ tem mais a ver com viver o momento de forma presente do que com velocidade.LER MAIS

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.

(ECO) REVOLUÇÃO . O IMPORTANTE É COMEÇAR


slower_ecorevolucaoComo muitos de vocês, vi recentemente o filme “Before the Flood”. Fiquei sobretudo impressionada com a contra-informação existente nos EUA sobre o impacto que já estamos a sofrer devido à sobre-exploração dos recursos naturais e a previsível escalada deste, caso não haja uma mudança de fundo.

Do lado de cá do Atlântico, apesar de lhe reconhecerem a existência, este problema é ainda minimizado por muitos. Para algumas pessoas, a preservação da natureza é algo que concorre directamente com o progresso e a prosperidade. Como se houvesse escolha possível, como se a nossa simples existência não dependesse dela. A verdade é que, algures após a revolução industrial, o momento na história em que o mundo começou a girar mais depressa, desligámo-nos de nós mesmos e tornámo-nos arrogantes ao ponto de pensar que o planeta estava ao nosso serviço.LER MAIS

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.

AMANHÃ . UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA


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Tinha na manga um outro post para esta semana, mas uma ida ao cinema no fim-de-semana passado veio alterar esses planos.

Todas as semanas nos chegam notícias e números esmagadores que nos fazem temer pelo mundo que vamos deixar à geração seguinte. Muitas dessas notícias são sacudidas, não apenas por serem incómodas, mas porque essa nos parece uma realidade distante, perante coisas, por vezes menos relevantes mas mais urgentes que temos que resolver todos os dias.

É comum que, mesmo sensibilizados para esse tema, nos possamos sentir esmagados e impotentes. No entanto, é urgente reconhecer que a forma como vivemos afecta o mundo à nossa volta e agir tirando partido das ferramentas que temos.

Foi o que fizeram Cyril Dion e Mélanie Laurent, depois de lerem um estudo que anunciava o possível desaparecimento da espécie humana até 2100. Com uma equipa de quatro pessoas, fizeram-se à estrada em busca de projectos e pessoas que, um pouco por todo o mundo, estão a fazer a diferença. Pelo caminho conheceram pioneiros que estão reinventar a agricultura, a energia, e economia, a democracia e a educação. O resultado é o filme “Amanhã”, um documentário tão positivo quanto obrigatório.LER MAIS

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LIMPEZA DE PRAIA COM A BRIGADA DO MAR

slower_limpeza_praia_1Depois da boa experiência de voluntariado na serra em setembro passado, fiquei a pensar quando a poderíamos repetir. Fazê-lo ao ar livre e pela protecção da natureza foi fundamental para ganhar a adesão das crianças mas, pensei que, quando chegasse a altura, também seria bom aproveitar o bom tempo e variar o cenário participando numa limpeza de praia.

Com uma rápida pesquisa online encontrei a Brigada do Mar e fiquei a saber que iam promover uma acção limpeza de praias durante 15 dias, a partir do Parque de Campismo da Galé e abrangendo 45 km de faixa costeira.

Era o perfeito dois em um e agarrámos a oportunidade, juntando a limpeza de praia ao fim-de-semana de campismo há tanto prometido.LER MAIS

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ACAMPAR A TRÊS

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Acampar em família é o sonho de férias para muitas crianças e eu não fui diferente. Sonhava com a  aventura e dias sem outra coisa para fazer, senão o estarmos juntos no meio do nada e explorar o que houvesse a explorar. A vontade de acampar trazia consigo, sei agora, o desejo de reforçar o sentido de pertença entre nós e estende-lo ao mundo em redor.

Os adultos lá de casa não eram, no entanto, grandes amantes do ar livre (não se pode ter tudo) e a experiência não se proporcionou. Vim a acampar pela primeira vez já adolescente, em campos de férias, e alguns anos mais tarde, num registo já mais independente, foi dessa forma que descobri a costa vicentina e algarvia. Durante muitos verões, a tenda era montada por uns dias em praias quase desertas e acordar na praia é das boas recordações que guardo.LER MAIS

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3 DIAS


… de fim-de-semana dão para muita coisa!

Fazer novos amigos.
Fugir de uma manada de novos amigos.
Chafurdar na lama (no melhor sentido da coisa).
Apanhar esta hora do lusco fusco.
Acordar com esta luz.
Nadar na piscina mais comprida.
Seguir o rasto de raposas, armados até aos dentes.
Cheirar e ver a esteva em flor de novo.
Observar o macro…
… e o micro cosmos.
Conquistar a praia para mais um verão.

 

 

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.

NA SERRA


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Tenho pouca prática de voluntariado, mas ultimamente tem-me acompanhado a ideia de que gostaria de o fazer em família. Tentei há cerca de dois anos, mas revelou-se impraticável envolvê-los e, a longo prazo, revelou-se também inviável gerir a minha ausência em casa e acabei por deixar.
Todos sabemos que dar é receber (não é novidade), mas começar cedo tem ainda mais impacto: além dos miúdos terem oportunidades de aprendizagem e de desempenhar diferentes papéis, desenvolvem a sua empatia e auto estima e ganham a noção de que podem fazer a diferença. Voluntariado em família é tudo isto em dobro e ainda sairmos mais unidos no fim de cada experiência.
E se for fora de portas, melhor ainda: a natureza é uma grande professora e com ela as crianças aprendem o seu lugar no mundo e a respeitar o papel que tudo e todos desempenham, abelhas e lobos, sol e chuva, fogo e água.

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CAMINHO DE SANTIAGO . PARTE II


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Tenho vindo a aperceber-me que muitos, tal como eu, vão guardando na gaveta a ideia de fazer o caminho de Santiago, adiando-o por várias razões. A pensar nos que simplesmente não sabem por onde começar, dou aqui o pontapé de saída com algumas dicas.

Algumas pessoas acham que não têm idade ou preparação física para o fazer, mas a primeira coisa que percebi durante esses dias é que não é preciso ser jovem, e muito menos atleta, para nos fazermos à estrada. Ao longo dos dias fomos encontrando adolescentes, seniors, pesos plumas e pesos pesados, pessoas sózinhas, em família e em pequenos grupos. Foi inspirador ver esta diversidade de pessoas e fiquei mesmo com muita vontade de voltar com os miúdos daqui a uns anos. Enfim, para partir basta querer mesmo e planear as coisas com mais ou menos tempo, consoante o ritmo de cada um.

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CAMINHO DE SANTIAGO . PARTE I


caminho_santiago_slower_1A primeira vez que tive vontade de fazer o Caminho de Santiago foi há uns bons 15 anos, quando a minha irmã fez um deles. Da vontade à concretização houve tempo para viagens outras, empregos vários, filhos dois… E Santiago foi ficando em espera.

Entretanto, no início destas férias de Verão, fiz pequenas caminhadas diárias e Santiago voltou a fazer-me companhia nessas horas. A pouco e pouco, o é-agora-ou-nunca dos trinta-e-tal-quase-quarenta começou a manifestar-se e o plano foi surgindo:

  • Aproveitar aquela semana em que ninguém marcou férias no emprego.
  • Roubar dias às férias que tinha deixado para mais tarde acompanhar as das crianças.
  • Concretizar o ponto acima, sem culpas.
  • Empandeirar os miúdos, pela primeira vez, para uma semana de avô (que só lhes faz é bem).
  • Concretizar o ponto acima, sem culpas.
  • E por último e mais importante: ter a cúmplice certa, aquela com quem comunicamos através de boas conversas, mas também pelo silêncio, que nos permite estar “sozinhos acompanhados”.

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