LIMPEZA DE PRAIA COM A BRIGADA DO MAR

slower_limpeza_praia_1Depois da boa experiência de voluntariado na serra em setembro passado, fiquei a pensar quando a poderíamos repetir. Fazê-lo ao ar livre e pela protecção da natureza foi fundamental para ganhar a adesão das crianças mas, pensei que, quando chegasse a altura, também seria bom aproveitar o bom tempo e variar o cenário participando numa limpeza de praia.

Com uma rápida pesquisa online encontrei a Brigada do Mar e fiquei a saber que iam promover uma acção limpeza de praias durante 15 dias, a partir do Parque de Campismo da Galé e abrangendo 45 km de faixa costeira.

Era o perfeito dois em um e agarrámos a oportunidade, juntando a limpeza de praia ao fim-de-semana de campismo há tanto prometido.

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A acção estava muito bem organizada e dou os parabéns à Brigada do Mar pela iniciativa e incansável trabalho de limpeza e sensibilização que fazem há já 8 anos. Desde o seu início, esta associação já recolheu mais de 200 toneladas de lixo e resíduos perigosos, como comprimidos, líquidos corrosivos, bidões de óleo, bilhas de gás, seringas, cadáveres de animais, objectos de grandes dimensões perigosos para a navegação marítima.

Infelizmente, o que vemos dar à costa, representa apenas 15% do lixo que existe no oceano, sendo que o restante encontra-se à superfície da água (15%) e no fundo do mar (70%). Este é um problema global que está na origem de fenómenos como a “ilha de lixo” no Giro do Pacífico Norte, cuja área se estima ser igual ou maior que 700.000 Km2

Dá que pensar, não dá? Se calhar uma coisa que todos podemos fazer facilmente é começar por recusar artigos descartáveis de plástico, recolher um saco de lixo de cada vez que vamos à praia ou mesmo participar nas limpezas que vão sendo divulgadas aqui. Boa praia!

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É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.
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