BALI, AÍ VAMOS NÓS!



Lembram-se de vos ter falado que este ano, eu a minha filha virávamos uma década? Pois é, este é o ano em que entro nos 40 e faço 10 anos de mãe. É um ano especial a dobrar, e por isso, um ano em que quero celebrar os presentes que tenho recebido na vida – e são muitos – junto das pessoas mais importantes do mundo, os meus filhos.

Inspirada pela sabática de amigos que andam a correr a Ásia com os filhos às costas, resolvi pegar nos meus e ir ter com eles por umas semanas. Escrito assim até parece que foi coisa decidida de um dia para o outro. Não, não foi. O sonho começou a surgir em Agosto. De lá para cá foi andar a espremer dias de férias e sobretudo fazer contas à vida. Ou melhor, foi mais um acreditar (muito) que, com mais ou menos poupanças, o universo nos ia dar este presentão.

“É a crise da meia idade”, digo aos de sobrancelha franzida, que sabem que vivemos a contar tostões. Podia ter-me dado para comprar um carrão (um carrinho, vá) ou para contrariar a lei da gravidade que me vai marcando o corpo. Mas ao fim de um ano a praticar o desapego deu-me para isto. Para destralhar coisas que guardava – nem sei bem em nome de quê – e, lentamente convertê-las em engorda para o mealheiro, em nome do sonho de viajarmos os três. Porque tinha de ser para os três, porque esta viagem sem eles não fazia sentido.

Outra das coisas que nos vai ajudar a levantar voo é pôr a nossa casa à disposição de quem quiser passar uns dias em Lisboa, enquanto estamos fora. Espreitem aqui e se quiserem, já sabem, temos muito gosto em receber-vos!

Bali é o destino que nos saiu na rifa. Até nisso o universo parece alinhado, pois foi de Bali, há 10 anos atrás, que regressei grávida da minha filha. E assim, será em Bali, que iremos celebramos os anos dela em poucos dias. Mal posso esperar.

Acompanhem a nossa aventura aqui e até já!
Filipa

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.
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