SETE DIAS SETE PRATOS · DANIELA E HELDER


Das coisas boas que às vezes acontecem aqui é recebermos mensagens vossas, por isso ficámos felizes quando recebemos o email da Daniela a propôr partilhar a rotina da “ausência de rotina” da família dela no que toca a refeições – tomara a muitos uma “não rotina” destas! Mais feliz ainda ficámos quando recebemos os sete pratos. Não só não há nenhum que não queira experimentar, como adorei a boa energia que corre nesta familia à volta do prazer da comida e rápidamente me senti transportada um destes jantares sem relógio e bem regados.

Queridos leitores, no Sete Dias Sete Pratos desta semana, directamente de Barcelona, a Daniela e o Helder:

Somos uma família de 2, eu e o Helder; e vivemos em Barcelona desde 2007. Depois de 7 anos juntos em Lisboa, resolvemos sair em busca de novas experiências e do desconhecido; encontrámos uma língua nova, uma sociedade aberta e multicultural; numa realidade diferente mesmo ali ao lado, no país vizinho. E sem nos darmos conta, de repente passaram 10 anos!!

A cidade é fascinante, mas viver aqui implica um constante desenvolvimento da nossa capacidade de adaptação. Em Barcelona não é fácil manter uma rotina, todas as semanas há algum evento; a inauguração de uma exposição, o concerto de um amigo; chegadas, despedidas, aniversários, festas… E mesmo quando não há nada na agenda, umas ‘cañas’ depois do trabalho é algo perfeitamente normal e faz parte da integração na sociedade. Aqui, o povo gosta da vida de rua!

Costumo dizer que os catalães gostam de comer, mas acho que não gostam muito de cozinhar. As cozinhas nas casas são sempre pequenas ainda que a casa seja enorme; o espaço dedicado a um dos temas centrais da vida familiar portuguesa, é aflitivamente reduzido. De qualquer forma, quem gosta de cozinhar dá sempre um jeitinho; e eu adoro cozinhar!

Temos sempre a casa cheia de amigos, uma característica que herdei dos meus pais. Numa mesa farta, bem regada e com a companhia certa, podemos ter almoços que viram jantares e jantares a entrar pela madrugada. Quem gosta de comer, beber e conversar, sabe bem do que falo.

No entanto, gostar de cozinhar não quer dizer que goste de estar enfiada na cozinha todo o santo dia. Aqui em casa somos adeptos da comida ‘congelada’, mas congelada por nós, depois de também nós a termos confecionado. Normalmente cozinhamos ao fim de semana, ao domingo fazemos 3 ou 4 pratos, dividimos em tupperwares, congelamos e levamo-los para o trabalho de 2ª a 6ª feira. Tentamos sempre usar ingredientes que não alterem a sua textura ou gosto depois de serem descongelados, e tiramos os tuppers do congelador na noite anterior, para que não tenham que descongelar no micro-ondas (que por acaso nem temos em casa).

Esta rotina nasceu da ausência de uma rotina na nossa vida. Ao não saber se, por exemplo, a uma 4ª feira voltamos para casa às 6 da tarde ou às 11 da noite, fez com que tivéssemos necessidade de começar a organizar os nossos almoços com antecedência; a fim de evitar comer todos os dias comida de restaurante.

Os fins-de-semana são um pouco imprevisíveis, comemos muitas vezes fora, temos muitas vezes visitas e quase sempre nos juntamos com amigos, em casa ou por aí, à descoberta dos paladares exóticos que Barcelona tem para oferecer.

Deixo-vos a ementa para os próximos 7 dias cá em casa, escrita no plural, porque a comida para a semana cozinhamos sempre juntos.

SEGUNDA-FEIRA · Hambúrgueres de lentilhas com legumes assados no forno
Estes hambúrgueres estão no TOP 10 das nossas refeições preferidas, ficam sempre bem e são deliciosos. Pomos 250g de lentilhas de molho durante 4 horas, depois lavo-as bem, escorro-as e passo-as pela varinha mágica. Pico 3 dentes de alho, uma cebola pequena e uma rama de salsa ou de coentros; a seguir noz-moscada, cominhos e sal; e misturo tudo com uma colher de pau. Há vezes em que junto caril ou beterraba para alterar o sabor e a cor. Formo pequenos hambúrgueres com as mãos e frito em azeite quente.
Enquanto eu trato dos hambúrgueres, o Helder corta em cubos uma beringela, duas curgetes, duas cenouras, dois pimentos e mais algum legume que tenhamos em casa; tudo coberto por cebola fatiada, um fio de azeite e um bocadinho de alecrim. 20 minutos no forno e está pronto a comer.

TERÇA-FEIRA · Farinha de mandioca cozida com jardineira de frango
A farinha de mandioca cozida substitui qualquer guarnição e tem muitos benefícios. Pode-se encontrar nos mercados de produtos africanos ou sul-americanos. Nós compramos sempre granulada e torramos no forno em casa. Pomos na panela um fio de azeite, cebola e alho. Juntamos 3 partes de água a ferver, para uma de farinha e com o lume baixo mexemos como se de um puré se tratasse.
A jardineira de frango é aquela que as nossas mães faziam em casa quando eramos pequenos, um estufado tradicional, com cenoura e feijão-verde, ao qual também juntamos um pouco de vinho branco.

QUARTA-FEIRA · Feijoada à nossa moda
Sou defensora incondicional das leguminosas; são ricas, saborosas, alimentam e fazem bem.
A base desta feijoada é a tradicional: alho cebola e tomate com um fio de azeite. Depois salteamos os brócolos, a cenoura, o feijão-verde e a couve neste refogado já espesso e juntamos o feijão previamente cozido por nós. Se usarem feijão de frasco, tenham atenção ao tempo de cozedura, para que não fique desfeito e juntem só no final. Depois deixamos apurar durante 10 minutos a fogo médio e já está. Se temos uma farinheira congelada, que alguém nos trouxe de Portugal, juntamos também. Caso contrário às vezes uso um bocadinho de entrecosto, e outras vezes é simplesmente uma deliciosa feijoada vegetariana.

QUINTA-FEIRA · Cogumelos salteados com legumes assados no forno 
Sabemos que chegou o Outono à Catalunha, quando os mercados estão cheios de cestas de vários tipos de cogumelos. É sem dúvida uma das iguarias aqui da zona. Como gostamos de consumir produtos da época, compramos um bocadinho de cada espécie. Mergulhamo-los em água com vinagre, depois limpamos bem e salteamo-los em alho picadinho com azeite, um punhado de coentros, sal e cominhos. Os cogumelos largam muita água, comecem com lume brando e vão aumentando pouco a pouco. São deliciosos!

SEXTA-FEIRA · Caril de batata doce com alcachofras
Fazemos um refogado básico com alho, cebola e tomate picadinhos com azeite no fundo da panela. Juntamos a batata-doce (aqui em Espanha chama-se Boniato e é mais alaranjada) com os corações de alcachofra. Se é época compramos as alcachofras frescas, se não compramos congeladas. Adicionamos o caril em pó ou em pasta, misturamos com um pacote pequeno de leite de coco, deixamos apurar durante 15 minutos e já está. Às vezes acompanhamos com arroz branco, às vezes não.

SÁBADO · Bacalhau com grão e ovos cozidos
Se ainda há bacalhau em casa, sábado é dia de bacalhau. Quando temos visitas do outro lado da Península, há sempre duas coisas que pedimos para trazerem: Bacalhau e Moscatel!
Aqui não há ou o que há não é igual ao nosso e aquele “gostinho a casa”, ajuda-nos a matar as saudades. Usamos a receita (como se diz por aqui) “de toda la vida”.

DOMINGO · Bifes de vaca com salada
Se há algo em que eu e o Helder somos completamente diferentes, é que ele é carnívoro e eu não. Vivo contente sem comer muita carne, mas ele uma vez por semana precisa de fazer o gosto ao dente. Por isso, se no sábado passámos pelo supermercado bio, domingo é dia de bifes de vaca feliz acompanhados por uma saladinha verde da nossa querida horta.

É designer gráfica. Vive em Lisboa e tem dois filhos. Gosta de dias que se desenrolam sem planos, de caminhar, de fotografia e não passa sem doses maciças de sol. Da vontade de abrir caminho para uma vida mais simples, em sintonia com o seu ritmo e o da natureza, inicia o blogue Slower em 2015. Dois anos depois, abre a casa a colaborações e torna o Slower numa comunidade participativa. Acredita que um dia ainda vai fazer um inter-rail com os filhos e que eles vão gostar. É uma optimista.

NÃO VAMOS ESQUECER


Desde os incêndios de Outubro que a Maria e eu, andamos a tentar perceber como podemos contribuir para apoiar as populações que sofreram com esta tragédia e prevenir outras. Pedimos-vos ajuda inclusivé, porque mais cabeças pensam melhor.

E tivemos resposta. Chegaram-nos ideias e contributos de várias formas e feitios, interessantes e válidos. A ideia era, partindo daí, fazer uma selecção e reunir iniciativas que iam desde manifestar, votar, educar, plantar, contribuir a várias outras.LER MAIS

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UM ANO SEM CARRO · 6 LIÇÕES


Há coisa de um ano, o carro cá de casa morreu. Fiquei bastante abalada, mas não posso dizer que tenha sido uma morte súbita, pois já vinha dando sinais disso há tempos.

Agora era de vez. Num primeiro momento, paniquei. Com as nossas rotinas, era complicado passar sem carro. Estava tão habituada que parecia mesmo impossível fazer diferente numa família de um adulto para duas crianças. E como é que eu ia comprar um carro bonzinho, que não me morresse nas mãos tão cedo? Tardando a resposta, ou pelo menos uma que não implicasse endividamento ou adiar outros projectos indefinidamente, comecei a questionar a urgência dessa compra. Deixa ver como isto corre durante um mês ou dois, pensei eu. E de repente, um ano passou.LER MAIS

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2º MERCADO DE TROCAS


Quando criei o evento do 2º Mercado de Trocas, de forma um bocado impulsiva, indiquei que o excedente que sobrasse seria encaminhado para as vítimas dos incêndios deste ano. No entanto, quase imediatamente, tive dúvidas que roupa fosse uma necessidade de primeira linha. Falei com a Maria e ela rapidamente confirmou o que já suspeitava: roupa, tinham de sobra. Mais tarde, outras autarquias vieram dizer o mesmo.

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ENTREVISTA · RITA CASTEL’ BRANCO


Uma das coisas que sabíamos que queríamos fazer, quando iniciámos o Slower como plataforma colaborativa, era trazer-vos histórias e pessoas que nos inspiram. Pessoas que, cada uma à sua maneira, fazem escolhas que nos dizem muito e com as quais aprendemos. Umas não conhecemos e esperamos ficar a conhecer (ah!). Outras são próximas e fazem parte das nossas vidas.

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#VIVERDEVAGAR · SETEMBRO


@earth.sustainable.living

Setembro, da luz dourada, dos dias mais curtos, das praias vazias, de voltar a casa. É um dos meses mais importantes para mim e, creio que para muitos de vocês também. O dos recomeços, dos novos projectos e intenções renovadas.

Como sempre, foi inspirador seguir as vossas partilhas de fotografias e momentos #viverdevagar. Dá um gozo do caraças ver esta galeria e comunidade crescer.LER MAIS

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7 RAZÕES PARA CRIAR UMA DESPENSA SAZONAL



Há cerca de 5 anos atrás trouxe de uma feira de velharias o clássico conjunto de caixas farinha-grão-acúcar-arroz-etc. Eram lindas de morrer e ficaram a matar na cozinha. Eram também enormes e durante alguns anos não lhes dei outro uso que não o decorativo. A verdade é que o pacote de 1 kg de grão ou arroz que comprava ficava lá a boiar. Estas caixas pertenciam claramente à geração que mantinha e se abastecia na sua despensa.

Nessa altura, as famílias eram mais numerosas, quer pelo número de filhos ou pelo facto de agregarem tios, avós e às vezes até, outra família. A vida era difícil mas, se por um lado havia menos poder de compra e diversidade de produtos disponíveis – nunca se tinha ouvido falar em feijão mungo ou quinoa, aposto – por outro, de uma maneira geral, as pessoas eram mais auto-suficientes. Quem vivia nas cidades, mantinha uma ligação próxima à terra da família, onde se abastecia de tempos a tempos. Além disso, as hortas urbanas proliferavam e era comum haver galinhas e coelhos nos quintais lisboetas.LER MAIS

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SLOWER (RE)START


Enquanto lá fora a luz já é de Outono e anuncia o recolhimento que aí vem, a cidade, alheia, fervilha nos últimos dias. Tivemos eleições, o trânsito não tem dado tréguas, os miúdos fazem-se à vida em escolas novas, trocámos os pés descalços por sapatos e há passes de metro a serem feitos, enquanto folhas secas se acumulam no chão. É a mudança de estação e está tudo bem, depois de um Verão saboreado sem pressas.

Dentro de casa, o que já não tem uso vai fora, destralha-se mais um pouco, limpam-se vasos de plantas que não sobreviveram à seca e arruma-se a casa para nos aninharmos. Em nós, sente-se uma energia de recomeço. Há um movimento de mudança e novas possibilidades no ar. Nada disto, no entanto, vem sem a sua dose de incerteza e desconforto. Para nós e para o olhar atento, sempre pronto a estranhar os desvios de comportamento, dos que nos são mais próximos e geralmente mais resistem ao nosso quebrar de padrões.

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#VIVERDEVAGAR · AGOSTO


@andreiacostahandmade

Agosto vai longe. Passou com vagar, como que se quer, e a galeria #viverdevagar encheu-se dos vossos bons momentos slow. Gozar o parque até escurecer, jantares na rua, juntar a família, muitos mergulhos, hortas florescentes e momentos de pausa.

Para mim, que trabalhei todo o mês, foi tempo de gozar a cidade vazia, fins-de-semana a vadiar e dias sem crianças. Umas quase-férias, na verdade e, foi com gosto que fui acompanhando as vossas.

Para quem chega agora agora ao slower, uma breve explicação: o desafio #viverdevagar no instagram é um convite que a Maria e eu vos fazemos, a registar, valorizar e partilhar os vossos momentos slow.LER MAIS

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CRIANÇAS SAUDÁVEIS, FAMÍLIAS FELIZES · UMA RECEITA E UM GIVEAWAY


foto @inesananashortela

Lembro-me quando participámos no nosso primeiro workshop de alimentação saudável há uns 4 anos atrás. Nessa altura, eu andava à procura de eliminar os alimentos processados cá em casa e queria conhecer alternativas. Para a Raquel, começava nessa altura, a surgir um interesse maior num estilo de vida saudável e por isso desafiei-a a participar nesta manhã de aprendizagem informal em casa de uma amiga.LER MAIS

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